Armadilha nº 8: A dança descontrolada, a obsessão e dependência

A velha senhora cometeu três erros de avaliação. Embora no  nível do ideal espere-se que ela seja o guardião, o guia da psique, ela está cega demais para ver a verdadeira natureza dos sapatos pelos quais ela própria pagou. Ela é incapaz de perceber que a menina ficou encantada por eles ou mesmo de detectar o caráter do homem de barba ruiva que está esperando perto da igreja.
O velho de barba ruiva tamborilou nas solas dos sapatos da menina, e a vibração dessas cócegas pôs os pés da menina a dançar. Ela dança agora, ah, como dança, só que não consegue parar. Tanto a  velha senhora, que supostamente deveria agir como guardião da psique, quanto a menina, que deveria exprimir a alegria da psique, estão completamente desvinculadas de todo instinto e bom senso.

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Dinheiro e poder

Parece que andamos confundindo o alerta contra adorar o dinheiro com a capacidade de utilizar o dinheiro como um recurso. Quase todo devoto que eu conheço que tem a aspiração de crescer espiritualmente — incluindo a mim mesma — teve de lutar com questões relacionadas com o dinheiro. Nossas histórias espirituais estão repletas de diretrizes para renunciarmos ao dinheiro em favor de Deus. Um dos pontos de renúncia é destruir os vícios e ilusões. Não há dúvida de que o dinheiro pode viciar muito e também pode ser uma armadilha virtual para a identidade.

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Armadilha nº 7: A simulação, a tentativa de ser boa, a trivialização do anormal

Segundo a história, a menina é punida por usar os sapatos vermelhos para ir à igreja. Agora, embora ela fique olhando para os sapatos no alto da prateleira, ela não os toca. Até então ela tentou sem sua vida profunda, o que não funcionou. Em seguida, ela tentou ocultar uma vida dupla, o que também não funcionou. Agora, num último recurso, ela “tenta ser boazinha”.

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Clareza de intenções

A sabedoria espiritual nos aconselha a sermos muito claros e tolerantes em relação aos nossos compromissos, lembrando-nos: “Não se pode ter tudo ao mesmo tempo.”

 Há muitas maneiras comuns de verificar as nossas próprias mensagens duplas para o universo. Dizemos que realmente queremos trabalhar pela paz do mundo. Então, contra quem estamos lutando no nosso mundo? Dizemos que estamos comprometidos com a limpeza do mundo. Mas será que o nosso lar não é uma bagunça? Dizemos que estamos comprometidos em trazer beleza para o mundo. Será que não preenchemos o nosso ambiente com objetos que desagradam a nós mesmos? A assinatura de todas as coisas em que acreditamos e, portanto, com as quais estamos realmente comprometidos, está em tudo o que fazemos. Nosso ambiente é um programa de constante realimentação. E, às vezes, uma limpeza na garagem é a coisa mais consciente que podemos fazer!
A intenção dirigida é uma lei de energia — não uma noção sentimental. Ela pode ser utilizada, e geralmente o é, para servir a propósitos egoístas e cruéis. Os que parecem ter sucesso por modos aparentemente negativos, geralmente o conseguem porque não são objetivos. Essas pessoas desenvolveram o poder de seu próprio ponto de vista, não importa o que os outros pensem a respeito de como o aplicam. Nem sequer lhes ocorre que podem falhar. Elas atraem a energia bruta para alimentar seus desejos com a mesma facilidade que um ímã atrai a limalha de ferro.

 Era uma vez um homem que levou seu filho para um campo iluminado pelo sol e ficou segurando uma lente de aumento sobre um determinado ponto até que este pegasse fogo, ensinando-lhe como o poder da atenção concentrada pode acumular energia. O contrário geralmente ocorre com pessoas bem-intencionadas que realmente querem fazer o bem mas são ambivalentes. Quanto mais queremos entender as coisas, mais acabamos nos deparando, frente a frente, com o mais antigo de nossos conflitos repartidos. E o poder está próximo do topo da lista. Assim também o dinheiro.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p, 199

Foto: Gagilas