A ecologia inata às mulheres

É dito na história que são muitos os que tentam caçar a alma para capturá-la e matá-la, mas que nenhum caçador o consegue. Mais uma referência nos contos de fadas à indestrutibilidade da alma selvagem. Mesmo que tenhamos trabalhado, feito sexo, descansado ou brincado fora dos ciclos, isso não mata a Mulher Selvagem, só nos deixa exaustas. O lado bom consiste em podermos fazer as correções necessárias e voltar aos nossos próprios ciclos naturais. É com o amor e o cuidado com nossas fases naturais que  protegemos nossa vida para que ela não seja arrastada pelo ritmo de outra pessoa, pela dança de outra pessoa, pela fome de outra pessoa. É através da legitimação dos nossos ciclos distintos para o sexo, para a criação, o descanso, o lazer e o trabalho que  reaprendemos a definir e a discriminar todos os nossos sentidos e fases selvagens.

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Sombras coletivas

Vamos reunir todas as nossas sombras e, então, povoaremos o inconsciente coletivo com todos os tipos de gnomos rejeitados — raiva, medo, ódio, preconceitos raciais e sexuais. Mas a sua verdade plenamente vivida é um sinal luminoso na sombra coletiva, como um farol que nos guia através de uma noite escura e tempestuosa. Porém, temos primeiro de obedecer ao antigo adágio: “Aquele que pretende ser portador da luz deve primeiro suportar a queimadura.”

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A prática da solidão voluntária

Em meio à névoa cinzenta da manhã, o filho já adulto ajoelha-se numa rocha no mar e conversa nada mais nada menos do que com a mulher-foca. Essa prática diária e intencional da solidão permite que ele se aproxime do lar “espiritual” de um modo criterioso, não somente ao mergulhar até o lar da alma por períodos mais longos, mas, com a mesma importância, ao ser capaz de invocar a alma até o mundo da superfície por períodos muito curtos.

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